ARTIGO: A Base da economia de Santa Maria é comércio e serviços. Mas base sem base?

16 jan 2018

Ruy Giffoni é administrador do Royal Plaza Shopping e diretor do SIndilojas. Escreve regularmente no jornal Diário de Santa Maria sobre economia, comércio, varejo e desenvolvimento. A partir de hoje, seus textos passarão a figurar no site da entidade também.

Ruy Giffoni é administrador do Royal Plaza Shopping e diretor do Sindilojas. Escreve regularmente no jornal Diário de Santa Maria sobre economia, comércio, varejo e desenvolvimento. A partir de hoje, seus textos passarão a figurar no site da entidade também.

Quando falamos em negócios, precisamos ter uma gama de conhecimento muito maior, para termos sucesso. Alguns chamam de expertise outros de know how. Mas o importante mesmo é ter conhecimento e experiência para fazer as coisas.

E observando a tomada de decisão de muitos empresários, chegamos a conclusão que muitos deles não sabem realmente o que estão vendendo. Tanto no comercio como no serviço.

Muito pouca gente em SM consegue saber o mínimo de marketing, e muito menos ainda consegue aplica-lo. A grande maioria confunde Marketing com Propaganda e não sabe como montar uma estratégia de encantamento ao cliente. Quem consegue cresce, quem não consegue sai do mercado (desaparece, quebra, etc…)

Existe uma forma de classificar os produtos ou serviços muito importante no marketing, que são Bens de Conveniência, Bens de Escolha e bens Especiais.

Você sabe como se classifica o produto ou serviço que vende? Qual a importância disso?

Bem de conveniência é o produto pelo qual o cliente não faz esforço para comprar, não pensa muito, não vai longe para adquirir, produto de baixo valor. EX: cigarro, refrigerante, café, arroz, você pede um mas se não tiver leva outro similar.

Bem de Escolha é mais procurado, o cliente faz esforço para comprar, vai de um lado ao outro da cidade para encontrar, normalmente a compra é mais racional, de maior valor, compara preço, qualidade e tecnologia. Estacionamento é muito importante. EX: carro, moveis, viagens, joias e etc.

Bens Especiais são os sonhos de consumo, se faz grande esforço para comprar, se atravessa um estado ou um pais para adquiri-los, de alto valor e muito status. O ponto não é tão importante. EX: carros de grandes marcas como Porsche, Ferrari, motos BMW ou Harley Davidson, Vestidos de grandes costureiras.

Precisamos entender que esta classificação não é estanque. Podemos fazer um bem de conveniência agregar valor e transforma-lo num bem de escolha. EXC: café tem em todos os lugares mas um café aromatizado, num ambiente diferenciado e com atendimento personalizado pode fazer a grande diferença no sucesso do negócio.

Assim como podemos também transformar um bem de escolha em conveniência. Isto acontece muito com empresas preocupadas com aumento do número de lojas, sem avaliar corretamente o tamanho do mercado e suas características. Muitas franquias irresponsáveis fazem seus franqueados abrirem novas lojas, mesmo sem necessidade, sem correta avaliação de mercado. Outras corretamente orientam e não permitem a abertura de novas filiais, garantindo um bom resultados para ambos. Com a expansão das franquias para cidades menores, é preciso fazer novas avaliações e conhecer melhor este mercado que é muito diferente das grandes capitais. Preciso usar um ditado gauderio que bem retrata a situação” touro em piquete alheio é vaca”. Ou seja quando não se conhece o mercado é preciso calma, paciência e muita pesquisa bem feita.

Precisamos modernizar nossos negócios e fundamentalmente profissionaliza-los. NÃO TEMOS MAIS ESPAÇO PARA AMADORISMO.

Saber posicionar estes produtos é que vai definir o sucesso do negocio. Ou o fim do negocio.